BIBLIOTECONOMIA: ENSINAMENTOS E DEPOIMENTOS – Livro de Gustavo Henn

No livro Biblioteconomia: ensinamentos e depoimentos, organizado por Gustavo Henn, nossa professora e fundadora do BiblioJuris fala sobre SUPERAÇÃO. Leia, abaixo, o texto no qual Sônia Neves revela sua trajetória de luta e sucesso.

Para se inspirar ainda mais, leia o livro completo, com relatos de outros profissionais.

 

 


 

 

Quando o Gustavo Henn me convidou para escrever este capítulo fiquei me questionando qual seria a melhor maneira de transmitir minha experiência e ao mesmo tempo motivar. Espero que um texto autobiográfico possa, de alguma forma, atingir este objetivo.

Sou a décima segunda filha, isso mesmo, foram doze filhos!!!! Meus pais,de origem muito pobre, viviam sob condições de extrema pobreza. Trabalhavam em fazendas, praticamente de graça, pois todo o valor recebido acabava descontado nas despesas com a própria subsistência, uma espécie de escravidão.Mas essa é uma longa história… O fato é que, como muitos trabalhadores rurais,migraram para uma cidade grande para fugir da miséria do campo e encontraram uma realidade nem tão diferente assim para agricultores e analfabetos. Além das dificuldades típicas de quem recomeça sem, na verdade, nunca ter começado, se depararam com uma nova realidade, morar em uma grande favela: a Cidade de Deus. Ali foi a nossa primeira casa e onde vivi toda a minha infância adolescência.

Passei toda esse período entre dois mundos: o de dentro da minha casa e o de fora. Em casa, meus pais diziam que é possível conseguir o que se deseja. Aprendi com eles que: não importa qual seja a sua situação ou a sua realidade, é possível modificá-la, se isso te incomoda, se isso te agride, se isso não te faz crescer e te impede de ser uma pessoa melhor. Para tanto, fé, determinação, foco,paciência, persistência, planejamento, querer verdadeiramente autoconhecimento são imprescindíveis. O analfabetismo funcional deles só os fizeram dar cada vez mais valor à Educação. Viveram as consequências da faltado conhecimento. Na rua, ouvia que não seria fácil mudar a situação, afinal a escola era pública e precária. Faltava tudo! Em alguns dias não havia aula por falta de professores, em outros, era a violência que impedia os alunos de estudar. Jamais disseram que seria fácil, só me ensinaram que era possível. Eu optei em não ouvir o mundo de fora, ignorei os acomodados e saltei os obstáculos que eram colocados. E não foram poucos, mas foram decisivos para valorizar cada conquista. SÓ VOCÊ SABE O VALOR DE CADA UMA DELAS. Não deixe para ninguém fazer esta valoração. Cada um tem a sua história, sua bagagem, seus medos, suas frustrações. Por isso não existe receita pronta para passar em concurso público, assim como não existe para ser feliz. O máximo que podemos fazer é ouvir experiências alheias e saber o que cabe ou não à nossa própria realidade.

Foi o cenário de muitas dificuldades que fez com que eu acreditasse cada vez mais na minha capacidade de mudar. Ter uma família que te apoie é extremamente importante, mas a mudança é pessoal. A primeira pessoa que precisa acreditar que é possível atingir seus objetivos é você. Sonhos existem para ser realizados. Ninguém pode sonhar por você. Encare suas possibilidades,descubra os seus medos e limites e os enfrente. NINGUÉM PODE TE ATRAPALHAR OU TE AJUDAR MAIS DO QUE VOCÊ MESMO.

Como não havia nenhum tipo de orientação educacional, aos quinze anos,acabei indo fazer o segundo grau para formação de professores, equivalente ao ensino médio atual. Após sua conclusão, tive minha primeira experiência em concurso público aos dezoito anos: aprovada no magistério do Município do Rio de Janeiro.

Ali estava uma menina de 45 quilos adentrando um CIEP para ministrar aulas para adolescentes de 13,14 anos com o dobro do meu tamanho! O fato de meus alunos serem quase todos maiores e mais fortes do que eu, não impedia que houvesse respeito por mim.
O vestibular para Biblioteconomia também não foi uma opção, mas uma escolha consciente. Nunca tinha ouvido falar sobre o curso e quando perguntava aos colegas que estavam prestando vestibular ou ninguém conhecia ou jamais faria o curso (acho que pelo desconhecimento tanto da nobre profissão quanto do vocábulo. Era comum a indagação: “Biblio..o quê?”.). Infelizmente em nenhuma escola que frequentei havia bibliotecas. Imediatamente, pela falta de concorrência,vislumbrei a aprovação. Com a formação escolar que tive, a falta de recursos par afazer um curso preparatório para ingressar em uma universidade pública e apoucas ofertas de vagas, vi ali a minha chance de possuir um diploma universitário. Ingressei na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) sem saber o que estudaria. Minha turma tinha entre cinco e nove pessoas. Um novo mundo se abriu e gostei do que vi. Comecei a estagiar muitocedo o que me fez ter cada vez mais certeza de que não estava errada quando aproveitei a oportunidade.

Mas novamente não seria fácil. O problema não era só a distância entre os bairros onde se localizavam a faculdade, a minha casa, o estágio e o CIEP, masos altos custos e a terrível violência que já castigava os moradores da Cidade de Deus. Naquela época, não havia programas sociais de incentivo a estudantes, eratudo por nossa conta. E a solução apareceu! Uma colega da faculdade comentou sobre uma casa para estudantes na Urca, chamada RUF (Residência Universitária Feminina), em que moravam aproximadamente vinte e duas universitárias.O imóvel abrigava estudantes de todo o Brasil, independente do curso e da instituição, se pública ou privada, que se dividiam em sete quartos. Ser aceita como moradora da casa, não foi uma tarefa fácil, mas após uma longa entrevista com as residentes, consegui convencê-las de como aquela vaga era vital para a continuação dos meus estudos. A casa parecia-se com aquela da música do Vinícius de Moraes “Era uma casa muito engraçada”. Eram muitas as dificuldades,no entanto, era a CHANCE! A proximidade do meu novo domicílio com as atividades que realizava foi decisiva para atingir meus objetivos. Por outro lado, foi um tempo de muito aprendizado. Conviver com tantas meninas diferentes era um grande desafio, por isso união, disciplina e respeito eram itens primordiais para que essa relação desse certo e deu. Uma experiência única que resultou em amizades verdadeiras e para a vida toda!

Estudante de Biblioteconomia, moradora de uma república universitária,professora municipal e estagiária, dividia o meu dia entre a faculdade, o estágio, o CIEP e as tarefas da república ( havia comissão para tudo…). Ao término do bacharelado, aproveitei o encerramento deste ciclo e decidi que seria uma boa oportunidade para recomeçar. Queria deixar o magistério, pois estava desmotivada com a falta de estrutura e a baixa remuneração.Pedi exoneração, arregacei as mangas na procura de um novo emprego e abracei a oportunidade que apareceu. Da noite para o dia, deixei de ser professora e passei a vender tapetes importados em uma loja de decoração num Shopping Center do Rio de Janeiro.

Foi um grande choque na família. Ninguém acreditou que eu estava abrindo mão da minha estabilidade no Município para vender tapetes importados!Porém, eu acreditava que aquela era a coisa certa a fazer! Às vezes, precisamos ouvir nosso coração e acreditar na nossa intuição, pois ela pode ser decisiva para o nosso futuro. Sim, em alguns momentos é necessário parar e rever nossos limites e desejos.

Após um ano e meio atuando em sala de aula, não restava dúvidas para mim de que o meu caminho era outro. Acredito que ser professora de ensino fundamental vai muito além de uma ocupação, exige uma devoção para a qual,naquele momento, eu não estava preparada, especialmente diante da ausência de reconhecimento, estrutura e apoio. Além disso, eu precisava me sustentar e ajudarem casa, e o salário do município estava longe de proporcionar esse rendimento.Sinceramente, não sei se meus pais e irmãos realmente entenderam minhas razões, mas apoiaram minha escolha. Fui abençoada por estar em uma família onde união e apoio estão sempre presentes.

Você deve estar se perguntando: será que ela não teve medo? Claro que tive! Mas tenho certeza de que o medo, além de fazer parte das nossas decisões,TAMBÉM NOS FAZ CAMINHAR E BUSCAR NOVAS SAÍDAS. Ele nos limita e nos impulsiona. O importante é a consciência de que as nossas escolhas têm consequências. Por isso é tão necessário ter autoconhecimento e planejamento.Eu me conhecia suficientemente para saber que teria energia para mudar os planos e recomeçar quantas vezes fosse preciso!

Antes de completar o período de experiência na loja, recebi a proposta para trabalhar como bibliotecária na universidade onde fui estagiária. Trabalhei lá por oito anos. Durante este período, decidi fazer outra graduação e assim o Direito entrou na minha vida. Foi uma época de bastante aprendizado, tanto em Biblioteconomia quanto em Direito. A gestão da biblioteca envolvia muito mais aspectos de gerenciamento do que conhecimentos técnicos e o Direito me abria novas possibilidades.

Enquanto cursava Direito prestei concurso para o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais. O concurso se dividia em duas fases: teórica e prática.Fiquei reprovada na prova de datilografia. Não foi uma decepção, mas aprendi uma lição. Como não acreditei que pudesse passar na prova teórica, não me preparei para a prova prática. Neste momento, aprendi que precisava CONFIAR MAIS EM MIM!

Poucos meses após a formatura, fui demitida sem nenhuma razão aparente. Mas sempre é possível tirar um bem de uma situação ruim, ainda que, à primeira vista, não consigamos entender. Não parei para ficar questionando o motivo da dispensa, pois naquele momento eu precisava muito mais de foco e disciplina do que de autopiedade. Apesar da aprovação no exame de ordem,nunca tive vontade de advogar, mas considerava o retorno aos quadros públicos.Decidi não procurar emprego na iniciativa privada e no primeiro mês desempregada foi publicado o edital para bibliotecária em Hortolândia, São Paulo.Não sabia onde e como era a cidade, mas resolvi concorrer à vaga. Sai do Rio de Janeiro em um sábado meia-noite, cheguei na cidade, no domingo cedo, fui direto para o local de prova, prestei o certame e voltei no mesmo dia. Quando estamos determinados a fazer algo, não importa o que as pessoas pensem e, no meu caso,não importava mesmo! Fui e voltei sem ninguém saber. Dias depois, veio a notícia de que o concurso fora anulado por fraude. Revi meus ideais e resolvi não refazer a prova. Foquei nos concursos do meu estado ou que fossem federais. Não podia deixar o medo do desemprego decidir por mim.

Durante aproximadamente quarenta e cinco dias me isolei para estudar,pois a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) acabara de abrir concurso para bibliotecário, se não me engano, com quatro vagas. Na véspera da prova, minha tia Isabel, uma pessoa com quem eu convivi desde que nasci e que morava no andar debaixo da minha casa passou mal. Ela foi encaminhada para a emergência,mas quando eu a vi sendo levada para o atendimento, percebi que não voltaria mais.

À noite, veio a notícia do falecimento. Foi uma escolha extrema mente dolorosa, mas decidi fazer a prova. Não pude dividir com os que a amavam a dor da despedida. Foi a pior prova da minha vida! Mas, ainda assim, consegui a aprovação. É difícil falar sobre este momento sem me emocionar…Tinha certeza de que atingiria meu objetivo. Sabia que bastava ser fiel ao meu planejamento, que a aprovação viria. Isso significava acordar às 6h. Estudar na parte da manhã de 6h30 às 12h30 em tempos cronometrados de 50 minutos com 10 minutos de intervalo. Almoçar 13h, retomar o estudo às 14h e encerrar às21h. Quando, por qualquer motivo, isso não fosse possível em casa, me dirigia à biblioteca. Infelizmente poucos bairros possuem uma, sendo assim me restava ada faculdade particular próxima à minha casa. Isso não era possível no período de prova, pois era preciso me deslocar por trinta e seis quilômetros, o que me faziaperder horas de estudo.

Essa rotina foi seguida religiosamente por aproximadamente trinta dias.
Depois disso, comecei a fazer cursos de Português e turmas de exercícios na área do Direito, inclusive sábados e domingos. Passava o sábado inteiro estudando e alguns domingos em meio período, nos quais as aulas eram no horário matutino.Investi minha indenização em apostilas, cópias, livros e cursinhos. E após,aproximadamente quatro meses dessa rotina, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) abriu concursos para os níveis fundamental, médio e superior. Foi uma grande oportunidade, pois eu já estava formada em Direito e estudando quando os editais foram publicados no ano de 2001.Todo o esforço resultou nas aprovações para seis cargos daquele. Tribunal: auxiliar de cartório, auxiliar judiciário, técnico judiciário, analista judiciário,oficial de justiça e comissário de menores.

Vinham os resultados, mas não as convocações. Sendo assim, me inscrevi em um site de empregos e fui selecionada para trabalhar como bibliotecária em um grande escritório de advocacia. Naquele momento já estava relaxada, sabia que era somente uma questão de meses para ser convocada. O trabalho no escritório era apenas para juntar um pouco de recursos. Tinha plena convicção de que não cumpriria nem o período de experiência. E assim foi.A primeira convocação foi para o cargo de nível superior: analista judiciário. Durante o período de entrega da documentação, chegaram as convocações para os cargos de nível médio e de nível fundamental,que obviamente descartei. Tomei posse em abril de 2002. Em setembro do mesmo ano, veio a convocação para oficial de justiça e optei em continuar como analista judiciário.Após um ano e três meses no TJRJ, na função de chefe do cartório,ganhei uma festa surpresa no dia do meu aniversário e um presente especial: a convocação da UERJ que nem esperava mais. Não tive a menor dúvida em solicitar minha exoneração. Apesar de o salário ser inferior era o trabalho na biblioteca que me deixava feliz. O dinheiro é importante por um tempo, mas não é decisivo para a vida.Trabalhei na UERJ por sete anos, mas não parei de estudar. Me especializei em Direito Civil e Processo Civil. A inquietação me levou a fazer outro concurso: analista judiciário especializado em Biblioteconomia do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Em 2010 pedi exoneração na Universidade e tomei posse no cargo, onde atualmente trabalho.Como considero estudar uma tarefa que não deve estar condicionada ao fato de se fazer ou não concurso, mantive meus estudos. Dessa vez não havia um objetivo específico, mas apenas uma vontade de me manter atualizada e ser uma profissional mais capacitada. Afinal qualquer profissional precisa se manter atualizado, seja através do estudo formal ou informal. Estudar em um sentido amplo, conhecer novas técnicas, novos materiais, novas ferramentas. Isso serve para QUALQUER profissão ou atividade.

O conhecimento é necessário para a vida, seja pessoal ou profissional. Estamos cheios de informações mas com pouco conhecimento, já que vivemos um momento em que quase tudo é descartável e superficial. Como disse Ruben Blade“corremos o risco de sermos a sociedade mais bem informada que morreu de ignorância”. Sempre recebi solicitações de amigos sobre concursos e comecei a usara rede social para tratar do tema, daí surgiu o Bibliojuris: uma página que tem como ideia principal desmitificar o Direito através de comentários sobre as questões jurídicas cobradas nos concursos de Biblioteconomia.No entanto, mais do que desmitificar o Direito, meu desejo é desmitificar o próprio concurso. Em uma das minhas publicações defendo que ele deve ser encarado como uma fase na sua vida. Mitificá-lo só torna tudo mais difícil. E também não precisa glamorizá-lo, transformá-lo em um evento, em algo tão grandioso. Ou pior: transformá-lo em um sofrimento (diferente de considerá-lo como importante…). Lembre-se de que é uma fase da vida. A ideia do mito passa por uma percepção de distanciamento de nós, seres mortais. Nos dá a falsa sensação de que a aprovação é para pessoas inteligentíssimas e/ou que gastaram todas as horas das suas vidas estudando. Abdicaram de tudo, do convívio com a família,com os amigos, do feriadão, do carnaval, do churrasco no final de semana!!Claro que existem situações excepcionais, não estou falando delas. Mas a minha experiência em todas essas aprovações e com candidatos que acompanhei e acompanho me comprovam que não deve ser tão doloroso assim.Há quem faça isso, mas o preço será cobrado pela sua saúde, inclusive a mental! Você que não se acha um gênio e nem consegue abdicar de momentos de lazer, seja com a família, com amigos ou até sozinho sofre e sente culpado porque considera que ou “perde’ esses momentos ou “perde’ as horas de estudo.E um conflito se instala. Equilíbrio é fundamental. É preciso planejamento.Analise quantas horas por dia você perde no transporte, nas redes sociais, com a televisão, lendo e vendo notícias que não te acrescentarão em nada. QUALIFIQUE O SEU TEMPO. Tenha uma meta. Estude antes do edital sair. Combine com você quais são as suas prioridades, inclusive se coloque verdadeiramente entre elas.Descobrirá que não precisa ser gênio nem deixar de viver para conseguir aprovação. Uma pessoa bem treinada passa para QUALQUER concurso.QUALIFIQUE SUAS ESCOLHAS E OTIMIZE O SEU TEMPO.Durante a minha trajetória também, aprendi que para ser aprovado em concurso não existe uma receita pronta, mas existe um jeito correto para VOCÊ! Um tempo que é só seu…

Cada um tem uma história, uma bagagem cultural, um conhecimento acumulado, um tempo disponível, uma necessidade. Somos únicos,temos o nosso próprio tempo que será de acordo com as nossas facilidades e dificuldades que foram adquiridas e que surgem ao longo da nossa vida. Só você pode responder se está ou não demorando, pois SÓ VOCÊ SABE O QUE ESTÁ FAZENDO COM O SEU TEMPO.Você precisa se conhecer. Isso envolve várias questões tais como: ter plena consciência dos motivos que te levam a dedicar tanto tempo e investimento,seja emocional e financeiro, numa meta como essas; o que te dispersa; quais as áreas da sua formação que possuem lacunas; o melhor horário e a melhor forma para estudar. Por isso não acredito nas listas e fórmulas mágicas do tipo “dez coisas que todo concurseiro deve saber” ou “a técnica infalível para ser aprova doem qualquer concurso”. As palavras-chaves para passar são de conhecimento geral: foco,treinamento e material atualizado. Os outros fatores dependerão de cada um. Não adianta eu falar que você precisa estudar cinco horas por dia, se você só tem uma ou que é preciso ouvir todas as aulas, se a sua memória é mais visual.Não se desespere quando ouvir “fórmulas ou técnicas mágicas” para conseguir a aprovação e se deparar com realidades inatingíveis. É possível tirar proveito dessas informações e adaptá-las à sua vida e ao seu tempo. Mas a há um sentimento que deve acompanhá-lo em toda a sua trajetória: querer profundamente!Quando a gente QUER DE VERDADE não se sabota, não tem autopiedade, não desperdiça o tempo, mantém o foco e treina bastante. Nem mesmo o argumento de que precisa da vaga por causa da grana curta é tão forte quanto querer com todas as suas forças alcançar aquela vaga! Por isso, espero que você esteja verdadeiramente decidido e que só pare após conseguir o que deseja!

Deixo a todos um último recado:Tenha fé, mas estude.

Estude, mas se divirta com os amigos e familiares.

Se divirta, mas tenha responsabilidade.

Tenha responsabilidade, mas busque a leveza Acredite na sorte, mas tenha foco.

Tenha foco, mas tenha um planejamento.

Tenha um planejamento, mas seja fiel ao seu cumprimento.

Concurso é como tudo na vida: precisa de equilíbrio.

 

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